A sociedade atual precisa assumir, sem subterfúgios, o entendimento de que o envelhecimento é uma realidade que seus membros irão enfrentar individualmente, mais cedo ou mais tarde. Na qualidade de seres humanos, os indivíduos não poderão se furtar em apreender a lidar com o seu próprio envelhecimento e o envelhecimento dos parentes idosos do seu grupo familiar. É urgente a necessidade de prestar atenção no que tentam nos comunicar nossos seres humanos envelhecidos, porque tentam nos alertar sobre dois temores: Em primeiro lugar, receio de modificações corporais e psíquicas que acompanham o declínio das aptidões do indivíduo na etapa avançada do curso de vida. Receio do declínio da visão, da cognição, da memória, da mobilidade. Receio de ficar doente, de perder uma pessoa amada. Receio que sentem por sua saúde, pelo seu equilíbrio e pela saúde e equilíbrio de pessoas próximas.