Um Nome Escrito No Vento

“Ademir Assunção constrói uma ponte entre a transcendência do monge zen e a agressividade do jovem rebelde que nunca se cansa de clamar no deserto de ideias que sufoca este país, à maneira de um ermitão ensandecido, alimentando-se de gafanhotos secos, como nós nos alimentamos de sonhos ressecados e talvez impossíveis” — Sebastião Nunes Um Nome Escrito no Vento – Autobiografia Não Autorizada. Este é o título do novo livro de Ademir Assunção, a nona publicação da Grafatório Edições. Um lúcido delírio pós-oswaldiano, esta autobiografia fantástica é composta por 31 poemas nos quais a imaginação linguística está a serviço de uma reinvenção vitalista de si mesmo. Com um humor ácido – para não dizer lisérgico –, entre a ficcionalização do real e a realização da ficção, Ademir Assunção escreve sua “poesia de formação” (ou seria “de-formação”?). Uma obra surpreendente, mesmo em se tratando de um escritor com mais de 40 anos de experimentos vigorosos pelas encruzilhadas da linguagem.

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