Todo abismo é navegável a barquinhos de papel

Entre o refluxo lírico, os sanatórios de ternura e as cascas de parede, Davi Koteck extrai poesia dos gestos e das cenas mais simples, desfiando imagens e sentimentos inesperados como numa conversa íntima, e cria novos sentidos com a facilidade de quem sabe revirar o verso pelo avesso até extrair âmago do poema. “Davi escreve, com notável singularidade, sobre os intervalos, imperceptíveis em variados graus, dispersos entre o transitar do tempo e dos afetos, também sobre olhares e buscas que não se completam. […] Um livro a ser desbravado pelos que sabem das perturbações que há em cada pequeno momento de afeto.” [Paulo Scott]

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