Anjos Cansados: a síndrome de burnout em pastores das Assembleias de Deus

O movimento evangélico cresceu no Brasil e alcançou a cifra de milhões de membros. Dentre as denominações deste campo religioso as igrejas Assembleias de Deus se destacam na quantidade de fiéis, templos e pastores. Na esteira deste crescimento as demandas do trabalho pastoral são enormes. A maioria dos ministros assembleianos tem que conciliar o serviço secular (emprego ou empresa) com as atividades da igreja. Os pastores de tempo integral possuem responsabilidades e obrigações que exigem grande dedicação e esforço. Todos estes obreiros estão no pastorado junto com esposa, filhas e/ou filhos, e por vezes a atenção a estes é limitada devido as exigências da membresia e da instituição. Além das responsabilidades familiares, ministeriais e convencionais, o pastor assembleiano tem em sua vida necessidades pessoais, existenciais e subjetivas. Com todas estas demandas o adoecimento mental de pastores tem aumentado, se fazendo necessário pesquisar e tratar deste tema urgentemente. O esgotamento mental e emocional tem alcançado a vida de líderes assembleianos, levando-os a adquirir a síndrome de burnout e adoecer de outras patologias. Tudo isso pela ausência na vida dos pastores do que eles mais fazem: cuidar da vida das pessoas.

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